O uso de canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, se tornou um fenômeno social que vai além do uso médico. Nas redes sociais, celebridades e influenciadores exibem transformações corporais rápidas, enquanto cresce a circulação clandestina desses medicamentos, que originalmente foram desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2. A facilidade de acesso e a pressão estética criaram um ambiente propício ao uso indiscriminado, perigoso e, muitas vezes, sem supervisão adequada.
Para aprofundar o debate, a professora Karina Sodré, do curso de Medicina da Universidade de Fortaleza (Unifor) — instituição mantida pela Fundação Edson Queiroz —, disseca os mitos, os riscos, os benefícios e as razões que explicam a explosão no consumo dessas medicações, que agora ultrapassam o campo clínico e se tornam também um fenômeno cultural.